15 de abril de 2015

Poema

O melhor dessa vida não são os amores, que sempre vêm e se vão, mas sim, as amizades, que são duradouras. De um querido e iluminado amigo ganhei este poema, que tanto exprime tudo que venho vivendo e sentindo nos últimos anos:

Havia uma cerejeira solitária,
Que há muito tempo não florescia,
A neve cobria seus galhos finos,
A noite úmida lhe trazia um brilho solitário.
Naquele jardim ela ficava sozinha o tempo todo,
Parecia ter perdido alguém querido,
Seu coração ferido sangrou tanto que quase secou,
Sua alma machucada ainda procurava por respostas.

Quando eu a conheci,
Vi poesia em suas lágrimas,
Vi os seus dias passando devagar e deixando pegadas
Pegadas de sangue, seu sangue que deste mundo desejou partir.

Mas ouvi uma voz suave,
Que de outro plano sussurrou que aquela era a cerejeira mais bela e querida,
E que seu espírito precisava voltar a florescer.
Todos os dias em suas raízes Deus derramou suas lágrimas,
Que sem contrariar a razão, ainda assim nunca quis tirar tua razão de viver,
Mas uma coisa deixou certo,
A promessa de que ainda encontrará a felicidade.

E eu, humilde amador, lhe peço,
Volte a florescer, volte a espalhar o seu perfume e suas cores,
Seus antepassados,  heróis, por ti olham com carinho,
E no peito de seus pais, o amor só aumenta.

Não procure no coração do outro a cura para a solidão, pois não estás sozinha, nunca esteve, nunca estará.
Os olhos que te vigiam, nunca vão te abandonar.

Volte logo, pelo bem da noite, do dia e de todas as estações, que passam só para te apreciar e com o vento, tocam suas pétalas.


(Adrian N.)

 
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